Docente do curso de Direito da F5 comenta os dez anos da Usina de Belo Monte e os desafios de um “desenvolvimento não sustentável”

Artigo publicado no Monitor Mercantil analisa impactos sociais, ambientais e econômicos de uma das maiores obras de infraestrutura do país.

O professor Dr. Marcus Pinto Aguiar, do curso de Direito da F5, teve seu artigo intitulado “Belo Monte: dez anos de um desenvolvimento não sustentável” publicado no Monitor Mercantil, em 28 de janeiro de 2026. A publicação apresenta uma análise crítica dos impactos sociais, ambientais e econômicos decorrentes da implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos de infraestrutura já realizados no Brasil.

Ao longo da reflexão, o autor problematiza a narrativa oficial que apresentou Belo Monte como alternativa de desenvolvimento sustentável para a região amazônica, especialmente no entorno do rio Xingu. Embora concebida como um projeto de geração de energia elétrica a partir de fonte renovável, a análise sustenta que sua implementação e seus resultados evidenciam — segundo o autor — a insuficiência de um modelo de desenvolvimento que não integrou de forma equilibrada as dimensões socioambientais e econômicas.

O artigo explora os efeitos diretos sobre comunidades locais, as mudanças no modo de vida regional, as promessas não cumpridas de melhoria na infraestrutura pública e no bem-estar social, bem como os impactos ambientais que extrapolam o entorno imediato do reservatório. Tais questões seguem mobilizando debates no campo jurídico e socioeconômico, sobretudo à luz dos princípios da sustentabilidade, da justiça ambiental e da proteção dos direitos das populações afetadas.

Pesquisas acadêmicas mencionadas na análise indicam que, em diversos casos, as expectativas de desenvolvimento sustentável não se materializam em benefícios duradouros para a população local, gerando desafios persistentes nas dimensões social, ambiental e econômica.

Em depoimento sobre a publicação, o professor afirmou:

“Ao completarmos uma década da implantação de Belo Monte, é imprescindível revisitar as narrativas oficiais e confrontá-las com a realidade vivida pelas comunidades impactadas. Avaliar criticamente o conceito de desenvolvimento aplicado a grandes obras de infraestrutura é essencial para pensar alternativas que realmente conciliam geração de energia, proteção ambiental e bem-estar social.”

A matéria representa uma contribuição relevante ao debate público e acadêmico sobre grandes projetos de infraestrutura, estimulando reflexões acerca de modelos alternativos de desenvolvimento no Brasil, especialmente no que se refere à conciliação entre geração de energia, proteção ambiental e justiça social.

A íntegra do artigo pode ser acessada no portal do Monitor Mercantil, por meio do link:
https://monitormercantil.com.br/belo-monte-dez-anos-de-um-desenvolvimento-nao-sustentavel/