F5 participa de evento sobre Políticas Educacionais nas Escolas Indígenas, Quilombolas e do Campo

Docente da F5 contribui para debate sobre avaliação educacional e valorização de saberes tradicionais em comunidades indígenas, quilombolas e do campo.

A Prof.ª Ma. Valéria Pontes, do Curso de Direito e acadêmica do 5º período do Curso de Psicologia da Faculdade 05 de Julho (F5), participou, na última sexta-feira, 10 de abril de 2026, do VII Encontro Ensino e História, promovido pelo Curso de História da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).

O evento contou com a realização da mesa redonda “Escolas Indígenas, Quilombolas e do Campo: cultura escolar e avaliações externas”, reunindo pesquisadores e docentes para o debate de temas fundamentais à educação intercultural brasileira contemporânea.

Durante sua participação, a professora destacou a importância de uma reflexão crítica sobre os modelos de avaliação educacional voltados às comunidades tradicionais. Segundo ela:

“Trata-se de um momento de reflexão sobre políticas educacionais e avaliação externa. O evento fez referência aos processos avaliativos como instrumentos de poder, que silenciam os saberes ancestrais e buscam mensurar o conhecimento de forma homogênea. Logo, as comunidades tradicionais resistem, recusam as avaliações globais no modelo apresentado pelo Estado, e ressaltam a importância de criarem avaliações contextualizadas, que levem em consideração o campo de lutas, sensibilidades e (re)afirmação identitária.”

Ao longo do encontro, também foi ressaltada a necessidade de problematizar os modelos avaliativos hegemônicos, especialmente no que diz respeito ao silenciamento de saberes ancestrais e tradicionais, historicamente marginalizados pelas estruturas educacionais vigentes.

Enquanto docente e gestora de TCC do Curso de Bacharelado em Direito, além de ministrar a disciplina de Teorias Antropológicas no Direito, a professora incentiva a produção científica voltada à desconstrução da colonialidade no Direito, na História e na Psicologia. A reflexão apresentada evidenciou ainda a importância de respeitar a subjetivação dessas comunidades na relação sujeito-ambiente, considerando que avaliações aplicadas de forma descontextualizada podem reforçar desigualdades e invisibilizar identidades coletivas.

A participação da docente reforça o compromisso dos cursos de Direito e Psicologia da F5 com uma formação crítica, sensível às diversidades culturais e comprometida com o diálogo entre educação, direitos e transformação social.